terça-feira, 27 de maio de 2008

Esgotado até à pontinha dos cabelos!


Eu ainda penso às vezes que se calhar não te conheço assim tão bem…tonto! A previsibilidade anda sempre de mão dada com o aborrecimento…e tu, estás-te a tornar seriamente aborrecido!... Já não consigo acreditar em nada do que dizes, as tuas palavras soam-me bem quando falas comigo, mas logo um dia depois me mostras que nada do que disseste foi importante ou sentido. Ou simplesmente sentes demais e és só demasiado frívolo e inconstante para o meu gosto. És demasiado egoísta, não gosto disso! Acho que estou só carente.


Queria voltar para ti?

Não!

Acho que seria feliz contigo?

Não!

Queria ser feliz contigo?

Não!

Acredito em ti?

Não!

Gosto de ti?

Acho que sim…

Sou estúpido?

Sim!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Esquizofrenia


Gostava de ser um peixe e poder falar.

Gostava de ser um cão e poder voar,

ser um cavalo e cantar.

Um mosquito e poder rugir,

ser um elefante e poder dançar.

Gostava de ser tudo e nada,

gostava de ser aquilo que não sou

e se o fosse…

Gostaria de ser outra coisa qualquer.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Decisões!


Quem inventou a palvra e todo o conceito de "decisão" devia morrer! Morrer e não de uma maneira qualquer,mas sim de maneira bem vagarosa e dolorosa... Algo como muitas torturas primeiro e depois ser abandonado sem nada no meio do deserto. É que se há coisa que odeio é tomar decisões,sejam de tipo for...nem sequer gosto de decidir onde hei-de ir beber café com alguém... E se não gosto de decidir coisas simples como essa imaginem o que eu sofro para tomar decisões realmente importantes na vida de uma pessoa. Neste momento tenho de tomar uma decisão,não completamente decisiva ou irreversivel,mas que muda,ou não,bastantes coisas na minha vida. Estou atormentado!!!... A minha balança está mais ou menos equilibrada,sinto que consigo ser feliz com qualquer uma das decisões,mas não sei que fazer. No último ano muita,mesmo muita coisa aconteceu na minha vida. Coisas que me fortaleceram, que me fizeram bem, coisas que me fizeram crescer como há muito tempo não me acontecia. Estou hoje mais mais certo da minha vida, dos meus limites, do que quero da vida e do que é realmente importante para mim. A minha decisão estaria tomad desta vez,pois nem se poria,mas existem factores exteriores referentes a pessoas que já fizeram demais por mim... Não sei que fazer!!! Sei apenas que for qual seja a decisão não me vou arrepender,isso está decidido!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Porque me cheira a despedida!...

O Baloiço da Casa da Minha Avó

Quando era pequeno adorava ir a casa da minha avó. Ainda hoje gostava de lá poder ir, mas a minha avó morreu e a família decidiu vender a casa. Quisera eu ter dinheiro para comprar aquele ninho, aquele ver lar onde sempre fui feliz, mas não se pode ter tudo na vida… Diz-se que uma avó é uma segunda mãe. No meu caso é bem verdade, a “vó Geca” sempre foi mais que minha mãe e mais, é ainda hoje um exemplo para mim e o mais próximo que conheci, conheço de uma heroína! Teve uma vida bastante difícil, mas sempre lutou contra tudo e todos e nunca se tornou numa mulher amargurada.

De nova, toda a gente diz que era muito bonita, quase como um ser de outro planeta e não havia ninguém que não se deixasse encantar pela sua beleza e simpatia. Conta-se que quando ia ao cabeleireiro, todas as senhoras pediam para pintar o cabelo da cor do dela, ao que era impossível, aquela cor era natural. Não me custa acreditar nesta história, pois já depois de envelhecida o seu cabelo continuava lindo. De um branco como eu nunca tinha visto e acho que nunca mais hei-de voltar a ver. Pensem naquela imagem que todos temos de uma avó: uma senhora com os cabelos todos brancos, apanhados numa “banana”, com uma cara muito doce e que façamos nós o que fizermos nos trata bem e nos passa a mão pela cabeça… Essa é a minha avó, assim perfeita! Embora também me ralhasse quando necessário. Ainda me lembro de um dia em que aprendia a tabuada com ela, porque além de tudo ela era para lá de inteligente. Eu não conseguia atinar com a tabuada do sete, então ela mandou-me para o meu quarto estudar um pouco. Eu fui, mas não queria estudar e meio de propósito deixei-me dormir. Ela encontrou-me nesse preparo e ralhou-me tanto como não me lembro que me tenha ralhado outra vez. Estava preocupada que eu não aprendesse a tabuada e a verdade é que graças a ela ainda hoje a sei.

A casa dela era um mundo de alegria, tanto eu como a minha irmã e os meus primos, somos seis no total, adorávamos lá estar e passar lá o máximo de tempo possível. Não era uma mansão, mas também não era nada pequena. Toda de pedra, uma casa antiga e uma das primeiras a ter casa de banho na vila dos meus pais. E tinha um quintal encantador com um poço sedutor que nos entretinha horas e horas, simplesmente a olhá-lo ou a tirar e despejar água… Mas o que mais nos seduzia era mesmo aquela espécie de sótão que havia no piso de cima e que tinha ao centro, pendurado desde o tecto, um baloiço. Sim, um baloiço dentro de casa, há maior encanto para seis crianças? Aquela divisão era mágica, muito ampla e alta, com três janelas e além do baloiço continha uns poucos de brinquedos dos nossos pais, cinco baús cheios de recordações e um ou outro móvel já não usado. Claro que quando éramos crianças só ligávamos ao baloiço, era uma loucura, e ocasionalmente a algum brinquedo que achávamos piada. Podermos andar de baloiço dentro de casa deixava-nos maravilhados. Passávamos horas ali, empurrando-nos uns aos outros e às vezes chegávamos a discutir porque alguém estava no baloiço há tempo demais e teimava em não sair. Coisas de criança! Os anos foram passando, mas aquela continuou a ser a nossa divisão preferida e de eleição. Foi ali que pudemos falar dos nossos primeiros namorados e namoradas sem os cotas ouvirem, pois era tudo muito privado, sério e secreto… Mais tarde começámos a descobrir os baús e a desvendar um pouco mais da vida dos nossos pais. É incrível o que podemos descobrir sobre alguém, apenas vasculhando nas suas memórias, nos seus pertences, no seu passado. Passados uns anos, o sótão servia de esconderijo para os nossos primeiros cigarros, para discussões filosóficas, políticas, sociais e ambientais e para um ocasional charro,em momentos de maior rebeldia. Depois transformou-se apenas naquela lugar especial onde nos sentíamos à vontade para fazermos as nossas confissões uns aos outros. Onde, já mais parecidos com os nossos pais, nos queixávamos da vida e de todos os seus males. E sempre, sempre durante todos esses anos, essas rebeldias e confissões alguém ocupava o baloiço, como se fosse aquele vai e vem que nos ligasse, que nos unisse nessa cumplicidade tão nossa. A verdade é que desde que perdemos o nosso baloiço, a nossa relação tornou-se um pouco mais distante. Será que o baloiço tinha magia? Ou seria a nossa avó que a tinha?... Tenho saudades desse baloiço… O que ninguém sabe é que eu trouxe o baloiço da casa da avó, qualquer dia penduro-o na minha sala e convido os meus primos e a minha irmã para virem cá a casa. Aí tudo vai voltar a ser como antes…

segunda-feira, 12 de maio de 2008

E a propósito...

Carpe Diem?...


A vida é assim… Não é totalmente boa, não é totalmente má. Na vida temos de tudo, por mais aborrecida que seja, temos bons momentos, maus momentos e também momentos que simplesmente nos passam ao lado por serem insignificantes. A magia está em saber aproveitar ao máximo o bom, aprender com o mau e descansar no entretanto… Quantas vezes desesperamos com coisas que uns tempos mais tarde nos parecem no mínimo parvas e inócuas? Queixamo-nos da nossa vida quando o pior que nos aconteceu foi terem-nos roubado o ipod, somos miseravelmente infelizes porque durante três meses não temos namorado/a, parece por vezes que só nos importamos com o mau da vida, que gostamos mesmo é de desgraças para nos podermos queixar e sentir pena de nós próprios… Pois cada vez tenho menos paciência para isso, tanto em mim como nos outros. Às vezes não é nada fácil, mas tenho tentado ver ser o lado bom, ou o melhor possível, de tudo na vida e penso que só assim se pode levar uma vida saudável e plena! Não nos podemos martirizar tanto, vamos deixar de ser hipócritas e ver realmente que as nossas vidas até nem são nada más… Claro que temos problemas e alguns bastantes graves, mas há que relativizar tudo… Há que usar a balança da razão versus emoção e procurar um equilíbrio! Eu quero viver assim!

sábado, 10 de maio de 2008

Da janela do meu quarto...

Da janela do meu quarto vejo-te sempre sair de casa…de vez em quando também me vês e acenas-me com um sorriso. Eu retribuo e sinto-me invadido por uma felicidade estonteante que me deixa contente o resto do dia, mas outras vezes não olhas sequer para trás…principalmente quando bates a porta com tanta força que se a casa não tivesse sido construída por ti, eu teria medo que ela caísse. Dessas vezes não fico feliz, fico triste, tão triste como se o mundo fosse acabar, como se um asteróide atingisse a terra, certeirinho ao meu coração.

Mas no outro dia aconteceu algo muito estranho… Saíste de casa e olhas-te para trás, eu estranhei, pois ainda ouvia a mãe lá em baixo a gritar. Era um daqueles dias que eu sabia que não me ias ver,ou sim. Dessa vez não me acenaste, olhaste-me com um olhar triste, entras-te no carro e foste-te embora. Eu percebi que algo de estranho se passava, conheço-te demasiado bem. Algo se passou dentro de mim, como se de uma premonição se tratasse, não me consegui conter e desatei a chorar lágrimas atrás de lágrimas. Não sabia bem porque chorava, mas precisava de o fazer… Mais tarde a mãe veio ao meu quarto e explicou-me como tu eras mau, que não gostavas de nós e que tinhas partido para não voltar. Eu não disse nada, mas sabia que não era verdade, eu sabia que tu nunca me irias abandonar até porque daí a dois dias tínhamos ficado de ir andar de bicicleta para o parque ao pé da casa da tia Amélia.

De guarda na minha janela, os dias foram passando e tu não voltaste…comecei a ficar preocupado, o que te terá acontecido? À mãe não podia perguntar nada, passava os dias a chorar com uma garrafa na mão e sempre que tentava falar com ela, respondia-me de maneira esquisita, que eu não conseguia perceber o que dizia ou gritava comigo. Perguntei por ti à avó, que também começou a chorar, mas lá me disse entre lágrimas, que havias de voltar. Aí fiquei contente.

Agora estou muito triste e preocupado. Já se passaram meses desde daquele dia, na semana passada a mãe teve um acidente estranho com uma tesoura, ainda não percebi porque precisava ela de uma tesoura no banho, mas mais uma vez, sempre que eu pergunto alguma coisa só me respondem com choro. A mãe teve de ficar no hospital por uns tempos, estou na casa da avó, espero que te lembres de me vir procurar aqui…e vem depressa que eu começo a pensar que algo de mau se passou contigo…

Hoje estou assim...

Vale a pena arrependermo-nos?


Sinto falta de ti!
Falta d olhar para ti,
Falta de te ver sorrrir.
Falta de te tocar,
De te dar prazer,
Falta de fazer amor contigo.
Sinto até falta...
De fumar um cigarro contigo,
De vermos um filme abraçados.
Quase que até de te
Encontrar na rua
E morder-me todo por não te poder beijar,
Tenho saudades...
Atua ausência é dolorosa,
Magoa-me e faz-me sofrer.
Só não sei até que ponto...
Tenho medo que seja só carência,
Por me sentir sózinho
E estar vulnerável.
Só sei que te quero ao pé de mim!
Quero perceber de vez
Que realmente te amo de verdade...




Isto foi escrito quando,há uns meses, pela primeira vez na vida, me decidi entregar totalmente a uma relação.Decidi não pensar e deixar-me ir... Decidi mal... Foi difícil ver como uma pessoa que está constantemente a dizer que nos ama e que somos a melhor coisa que já lhe aconteceu,que diz querer ficar conosco para sempre e fala em morar juntos e coisas do género, consegue de um momento para o outro desligar-se e interessar-se por outra pessoa... Aquele rapaz que eu pensava que conhecia,revelou-se numa pessoa que sinceramente e sem "ressabianço" algum,
eu não me importava de não ter conhecido. Ainda hoje,já mais que refeito e em outras,depois de todas as reacções dele pós termino da relação,nada do que aconteceu no durante faz sentido na minha cabeça... Não o odeio,não,mas não consigo deixar de sentir uma pontiha de vergonha sempre que penso que andei com ele e que acreditei em tanta coisa...
Sim,sei que faz parte das relações desiludirmo-nos e sofrer,mas nunca é fácil...

E esta hein?

Hoje cheguei à conclusão que escrevo muito pouco...estranho,visto ser uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida...Mas é algo normal em mim, o facto de fazer muito pouco aquilo de que realmente gosto,é que assim não corro o risco de me dizerem que não nasci para isto ou para aquilo.Tenho muito medo da rejeição e de ver os meus sonhos cair e por isso prefiro ficar na confortável posição em que não me pode acontecer nada.Nada de muito mau,mas também nada de bom!Sim,eu sei que é mais uma das coisas que tenho de mudar em mim!Por isso estou aqui...
Cheguei hoje também que nunca serei um escritor de verdade,como todos aqueles que eu admiro e que não vou referir para não me sentir mais envergonhado,pois não tenho realmente o génio de brincar com as palavras.O máximo que consigo fazer são jogos básicos e demasiado vistos em todo o lado...Por isso mesmo resolvi criar um blog e tornar-me num desses muitos pseudos que têm a mania que sabem escrever e que têm opiniões que interessam a alguém. Preconceituoso? Sim,talvez,mas a verdade é que só criei este blog porque sei que nunca serei capaz de escrever um livro. Peço desculpa se ofendo alguém,não é a minha intenção assim como sei que a minha escrita é bastante inferior à da maioria dos bloguistas com que já me cruzei.