quarta-feira, 26 de novembro de 2008

inércia e movimento

Ando com problemas em acordar, o despertador toca, toca segunda vez, toca terceira e com sorte eu aí levanto-me. Tomo banho a correr,visto o que vem à mão literalmente e saio de casa. Transformei-me naquelas pessoas que fazem tudo ao volante, tomo o pequeno almoço, aperto sapatilhas, canto que nem um louco para acordar, fumo um cigarro,pois já não vou ter tempo de o fumar na rua, pastilha para a boca e chego ao martírio dez minutitos atrasado… Levo com a BESTA: “tem de chegar a horas…”!!! Para a BESTA: amiguinha, se insistes em falar para mim como se eu fosse atrasado mental, tens de compreender que eu tenha certas limitações, parece justo que não me chateies a cabeça, pois sempre que eu chego dez minutos atrasado não usufruo do meu coffee break para não dar prejuízo ao seu estaminé (eu aposto que ela é chefe lá do sítio porque sabe dizer coffee break, uma pausa para comer qualquer coisa ou desanuviar um bocadinho, como tão prontamente ela me explicou). Aproveito já agora,para pedir que levante os pés do chão quando anda e que mude o seu toque de telemóvel, esse seu bebe a rir é medonho e arrepiante!!!Ainda bem que a nossa relação vai chegar ao fim já esta sexta-feira. A senhora é demasiado cinicamente intragável…

Floribela a Delfina até tarde com pequenas interrupções para Tina moments ou fotos antigas = sono em atraso…

Quando acontece uma coisa na minha vida, acontecem sempre duas ou três…

domingo, 23 de novembro de 2008

movimento rotação e translação

O mundo é realmente estupidamente pequeno e redondo. Tenho vontade de gargalhar das ironias da vida, de tudo e todos que vão e vêm. Porque há coisas doces e não só coisas amargas. O passado fica no passado, bem arrumado e sem pertencer ao presente! É engraçado como tudo se liga entre si...

Tenho as mãos a suar, tenho um dedinho e um íman para estrangeiros,omg...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

hoje...ou ontem...


Ela - Então Ferreira, vamos fazer pendant?
Ele - Pendant???!!!O que é isso?
Ela - Ai, é equipa, se queres fazer equipa comigo?
Ele - Ah! Tá bem, fazemos equipa sim senhor! Agora pendant...
Ela - Oh Ferreira, tu realmente em Julho já nem me devias ouvir... então eu perguntei-te se fazíamos pendant e tu disseste que sim!...

sempre gostei da palavra pendant, principalmente numa conversa nonsense como esta...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

hollywood, mon amour



Tirava aquelas pessoas (magotes delas) que é óbvio que não queriam ver o concerto e foram apenas porque era à borla, que passaram o concerto a falar e os parolos das fotos à parola. Tenho também pena do problema que, "claramente", houve com as malas de uma das vocalistas e da qualidade não muito boa do som... Mas mesmo assim valeu pena, a mim souberam-me seduzir nas diferentes versões. Para a próxima acho que prefiro pagar e ver o concerto com condições...



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

juicy...or not

É verdade, só me cheira a tangerina...

domingo, 16 de novembro de 2008

fascinated

O dior boy tem andado a testar os seus limites, as perninhas já quase não aguentam e o cérebro começa a atrofiar, mas tudo tem valido a pena e têm acontecido coisas boas. Aqui o dior boy descobriu que se adapta realmente a qualquer situação e descobriu também que ainda está vivo, o que é sempre bom. Feliz na minha miséria e com umas gargalhadas interiores bem grandes de bónus. A "reboleira" é todo um mundo bastante aparte do meu. Expectante.


pela manhã,isto tem-me acordado...

sábado, 8 de novembro de 2008

assim seja


"Deus é um comediante a actuar para uma plateia assustada de mais para rir"
*voltaire
Por isso, depois de me ter permitido ficar esta noite a deprimir, vou-me rir às gargalhadas de Deus e aproveitar a vida.

E como...
"Quem vive sozinho,isolado do mundo, ou é Deus ou é besta"
*não me lembro
Vou para a rua ter com os meus amigos,procurar a minha sanidade.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

f#+%-se!!!

Acabei de receber um telefonema! A minha vida acabou de andar 300 passos para trás! Nunca gostei de falar ao telefone! Estou vermelho de raiva! Acho que vou pegar nas couves e no bacalhau e voltar a emigrar! Para o Brasil não vou de certeza!

vaya crise

Pois que hoje descobri, em tempos de crise, que a Dior tem uma gama de tratamento facial de seu nome: "l'or de vie", constituída por três potinhos de creme, se calhar é crime eu chamar pote aquilo!?... A sua melhor qualidade é o seu poder anti oxidante fenomenal descoberto algures em França no Château d'Yquem, de onde sai o único vinho branco que não oxida e que custa por volta de 600 euros a garrafita. Diz que o creme é realmente muito bom,mas amiguinhos, pedirem por três potes, frascos, embalagens, nem sei como lhes chamar, a módica quantia de 1200 euros é para mim quase ofensivo (dá para um mês,mês e meio)... Senhoras, bebam sumo de romã que diz que também é anti oxidante...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

estado de coma


Ando sem vontade de pessoas ou sem paciência para pessoas...às vezes até tenho vontade de pessoas, mas depois elas começam a falar e eu entro em piloto automático, não oiço nada e vou acenando a cabeça...

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

in the mood of...


sonha-me e mima-me um bocadinho...

fantasmas

És tu naquela esplanada?… Não sei, não, não pode ser… desde que te enterrei que não sonhava contigo, pelo menos acordado. Foi a primeira vez em três anos que tive a sensação de te ver, por instantes tremi, os meus joelhos bateram um no outro à procura de apoio, da minha mão direita caiu o cigarro enquanto tentava dar um golfada nervosa, a cerveja subiu-me quase até à boca, a minha bexiga mexeu-se e pensei que não ia aguentar… Estúpido, como posso ter esquecido, ainda que por segundos, que tu morreste? Puxo outro cigarro e continuo o meu caminho em direcção a casa. Hoje devo sonhar contigo e odeio-te por isso! A minha mãe matou-te e eu amo-a mais a cada dia que passa por isso. Tenho-te gravado em mim, as mesmas feições angulares, o mesmo corpo alto e esguio e se calhar até a mesma facilidade de dissimulação e mentira, afinal sou vendedor… Aos dezasseis anos comecei-me a cortar com um x-acto talvez para canalizar a dor, como disse a psiquiatra, mas também foi para criar diferenças, tinha medo do quão parecido contigo me estava a tornar. O cabelo foi tingido de todas as cores e comia como um abade para ver se engordava. Nada parecia resultar, sempre me compararam contigo. Às vezes percebia a mãe a olhar-me, não como olhava enternecida para a minha irmã enquanto ela fazia um dos seus desenhos, mas sim com um olhar de medo e por vezes mesmo de nojo. Doía-me tanto perceber isso…sabia que ela gostava de mim, que ela gosta de mim, mas via-te a ti mais novo, talvez pela altura do início do vosso namoro e só conseguia sentir dor. Hoje quase não a visito, depois de te matar ficou louca, vive num asilo e quando me vê grita que nem uma louca, ironia, e acusa-me de todo o mal que lhe fizeste. Certos dias chega a acusar-me do próprio mal cometido por ti contra mim. É doloroso demais, tanto para mim como para ela e assim ela vive sozinha sem visitas. A Isabel diz que não aguenta lidar com todo esse passado e presente e fugiu simplesmente. Diz que não nos consegue ver, que se sente sempre a reviver tudo de novo. Dizem que os artistas são muito sensíveis, talvez. A última vez que a vi foi há mais de quatro anos, por acaso num café no centro da cidade e a última vez que falei com ela foi quando tu morreste. Não foi ao teu funeral, se calhar foi a única coerente e verdadeira na sua atitude. Bloqueou o passado, leva uma vida boémia, mas já se ouve falar dela aqui e ali pelas suas pinturas. Quem sofre é a mãe, ou não, desde que ficou chalupa os médicos dizem que perdeu a noção da realidade, mas aposto que lhe ia fazer bem vê-la… Que vida miserável, livra-se de ti, de uma vida a sofrer, mas nem aí tu a conseguiste deixar em paz, tiveste de arranjar maneira de garantir que ela não ia ser feliz. Tiveste de a transformar naquele pudim com esporádicos acessos de raiva. Filho da puta! Também te odeio por isso, assim como te odeio pela merda de vida que levo hoje, pelos pesadelos constantes, pelos medos, pela raiva que carrego e sobretudo pela dificuldade que ainda hoje tenho em relacionar-me com as pessoas. Quando faço sexo oiço sempre o chiar da porta do meu quarto de criança, sinto o teu corpo pesado de cima do meu, o teu cheiro a whisky no ar e acabo invariavelmente a chorar. Tu sim, estás morto, mas continuas bem vivo nas nossas vidas. Só gostava de saber porquê?… Tiro a chave do bolso, abro a porta do prédio e entro. Já se ouvem cá em baixo os gritos do João e da Catarina, devem discutir mais uma vez sobre o que ver na televisão. Abro a porta de casa com a cabeça já a explodir e mando-os para os seus quartos com um grito que faz tremer a casa, eles vão. Helena começa a dizer-me para falar mais baixo, para deixar os miúdos em paz, para parar de ser bruto. Eu não sou bruto, bruto era o meu pai, ela não tem o direito de dizer isso. Puxo a mão atrás e chego-lhe a roupa ao pêlo. Ela começa a berrar, não aguento berros, trazem tantas más recordações. Dou-lhe outra e outra e outra e outra e atiro-a contra a parede até que os seus berros se transformam num abafado murmúrio choroso. Paro. Eu não sou o meu pai, nos meus filhos nunca toquei! A Catarina tem as mamas a começar a crescer.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

perto